quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Entrevista com o missionário José Satírio dos Santos

Entrevista com o missionário José Satírio dos Santos

Um dos preletores da Conferência Pentecostal fala do trabalho que realiza há 36 anos

Entrevista com o missionário José Satírio dos Santos

Em 1974 o pastor José Satírio dos Santos deixou o Brasil sem nenhuma garantia de apoio financeiro e viajou por durante 42 dias com toda a família desde São Paulo até o norte, onde em uma ação ousada desbravou as selvas amazônicas até chegar à Colômbia, o país para o qual fora claramente chamado por Deus. Humanamente falando, trata-se de uma história que tinha tudo para resultar em um retumbante fracasso.

Ele instalou-se em Cúcuta, como o Senhor havia lhe mostrado e lançou-se à obra naquela região. A semente que foi plantada germinou e hoje os frutos falam por si. Pastor José Satírio lidera um dos maiores empreendimentos missionários da América Latina, o Centro Cristiano.

Outras cidades colombianas foram alcançadas pelo trabalho do ousado missionário. São aproximadamente 45 mil membros espalhados entre a sede, congregações e igrejas filiadas; o projeto também abrange o serviço social através de escolas de Primeiro e Segundo graus, como também emissoras de rádio e uma atuação intensa do pastor José Satírio como conferencista que se propaga por toda a América Latina.

CPAD News – Como foi a sua chamada ao ministério e ao campo missionário?
A minha chamada ao ministério deu-se durante a minha adolescência, e nesse período eu estava com 13 anos de idade. Por essa época eu senti uma profunda chamada para adorar e acompanhar a minha família aos cultos. Desci às águas batismais com o compromisso para servir ao Senhor. A partir de então passei a colaborar nos serviços de evangelização a fim de ganhar almas para o Senhor Jesus. Quanto à chamada para a Colômbia, a mesma se deu no ano de 1974.

CPAD News – Quais foram as principais dificuldades no início de suas atividades na Colômbia?
As dificuldades começam quando um estrangeiro não domina o idioma nativo e desconhece a cultura local; dessa forma torna-se necessário transpor esses dois obstáculos mediante um tempo e uma vontade de aprender o idioma e se familiarizar com a cultura, ou seja, é o processo tão necessário no campo missionário e que se chama transculturação. No meu caso, esse processo durou 10 anos.

CPAD News – A igreja do irmão tem se destacado por ser extremamente ativa em várias áreas. Quais são hoje, as áreas de atuação da igreja e quais as principais?
O Centro Cristiano em Cúcuta se preocupa com o desenvolvimento integral do crente, da família, e nós desenvolvemos a evangelização como parte da educação; criamos um centro chamado Ebenézer, que atende nessa área da educação desde a infância até o nível técnico. Outro setor que tem se desenvolvido é o de Comunicações. Nós temos uma emissora de rádio e um canal de televisão de caráter popular. Outra emissora também está sendo instalada na cidade de Chinácota, na Colômbia. A cidade de San Cristóban, também na Venezuela, funciona uma emissora de rádio e um projeto missionário com o mesmo perfil adotado em Cúcuta, ou seja, um projeto que abrange a educação, pessoas necessitadas entre elas 700 crianças antes de irem para as suas aulas; outros povoados venezuelanos também são alcançados pelo nosso projeto.

CPAD News – Quantos templos, membros e congregados aproximadamente tem a igreja fundada pelo irmão?
Falando da área metropolitana e de fronteira na Colômbia, os números giram em torno de 37 templos, quanto aos membros estamos alcançando a cifra de 45 mil.

CPAD News – O senhor acredita na possibilidade de a Colômbia e a América Latina como um todo poderem experimentar futuramente um avivamento espiritual?
Nós sentimos que na Colômbia estamos vivendo o avivamento espiritual, mas ele vai mudando as suas características. Em alguns países da América Latina, também as características são visíveis. Quando observo uma igreja em um país que ama e alcança os perdidos, transformando-o em um multiplicador, esse amor permanece não por alguns meses, mas por anos, então eu posso dizer que este é o avivamento. Essa característica é própria da Colômbia, quase em um plano geral nesse país, e eu digo que isto ocorre em alguns países da América Latina.

CPAD News – Que conselhos o senhor daria àqueles que sentem-se chamados para atuar na obra missionária?
Em primeiro lugar que o missionário esteja consciente do grande compromisso que deve assumir quanto ao trabalho que deve ser realizado; atualmente percebemos que os candidatos são todos ótimos mas o campo exige pessoas que permaneçam lá. Dessa forma eu aconselho a todas aos interessados que nenhum projeto missionário pode ser bem sucedido se não houver um espaço de tempo compreendido entre cinco ou 10 anos.

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